Quase todas as decisões de personalização se resolvem com três perguntas: sobre que material, de que cor é a base e quantas unidades. Com essas três respostas, a técnica escolhe-se quase sozinha.
DTF têxtil
A favor: qualquer cor de peça, qualquer complexidade de desenho, sem tiragem mínima e boa resistência à lavagem. Contra: deixa uma camada sobre o tecido — pouco toque, mas existe — e em tiragens de várias centenas iguais a serigrafia sai mais barata. Quando: tiragens curtas e médias, multi-desenho, peça escura.
DTG
A favor: toque quase nulo em algodão claro e grande detalhe fotográfico. Contra: em peça escura precisa de base branca que encarece e endurece, e rende mal em poliéster. Quando: algodão claro, desenhos fotográficos, unidade solta.
Sublimação
A favor: durabilidade máxima, zero toque, cores muito vivas e impressão de bordo a bordo. Contra: nada de algodão e nada de base escura. Quando: canecas claras, almofadas, meias, têxtil técnico, ímanes, puzzles.
Serigrafia
A favor: custo unitário mínimo em volume e acabamentos especiais impossíveis em digital. Contra: tiragem mínima real, custo por cor e mudança de desenho paga-se. Quando: centenas de unidades do mesmo desenho com poucas cores.
Vinil e gravação laser
O vinil corta uma lâmina de cor e aplica-a por calor: muito resistente e barato para textos e números, inviável para degradés. A gravação laser não imprime, queima ou corta: é a única opção verdadeiramente permanente em madeira, couro, acrílico ou vidro, e a única que permite variar o texto em cada unidade sem custo nenhum.
Tabela rápida
- T-shirt de algodão escura, 30 unidades, desenho com degradé → DTF.
- T-shirt de algodão branca, 1 unidade, fotografia → DTG ou DTF.
- T-shirt técnica de poliéster, impressão a sangue → sublimação.
- 400 t-shirts iguais a duas cores → serigrafia.
- Dorsais com número diferente por unidade → vinil.
- Caneca branca com foto → sublimação. Caneca preta com logótipo → DTF UV.
- Chaveiro de madeira com um nome diferente em cada um → laser.
Comportamento na lavagem
Com lavagem a 30 °C do avesso e secagem ao ar, uma sublimação bem feita é praticamente eterna porque não há camada que se possa soltar. Um DTF profissional aguenta dezenas de ciclos sem perda visível. A serigrafia plastisol dura muito mas gretá-se se a camada for grossa. O DTG com base branca sobre peça escura é o que mais depressa perde intensidade.